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Como cozinhar massa: O guia definitivo. Erros comuns e truques italianos

Cómo cocer pasta: La guía definitiva. Errores comunes y trucos italianos

Introdução: por que importa como cozinhar massa

Saber como cozinhar massa bem marca a diferença entre um prato mediano e outro memorável.

Porque sim, basta ferver água e colocar a massa. Embora, se você quiser que ela fique como deve ser e que a textura seja a correta, que o molho adira como é devido e que tenha gosto de algo mais do que um prato comum, há certos erros que convém evitar. Além disso, existem alguns truques que, uma vez que você os conhece, já não pode esquecer.

Isto não é sobre purismos nem normas rígidas. Tampouco é outro artigo com erros do tipo “não coloque ketchup no espaguete”. É, antes, um guia (um pouco extenso, reconheço) para cozinhar com sentido: com explicações, além de truques.

Sim, às vezes me dizem que falo demais. Não faço isso apenas por gosto; faço porque quero que você faça algo mais do que seguir uma receita. Por isso, preciso que entenda o que está fazendo, que possa improvisar, corrigir ou até mesmo inventar sem medo de errar.

Aprendi isso com vários cozinheiros que admiro profundamente e também com a vida. Quando você entende o porquê das coisas, deixa de ser alguém que apenas executa e começa a cozinhar, ou o que quer que seja, com critério. E isso se nota.


1. Como cozinhar massa com água e sal suficientes

Espaço e proporção ideal

A massa precisa de espaço para se mover. Se você usa uma panela muito pequena com pouca água, ela gruda e não cozinha bem: você estressa a massa, como muitos dizem.

A proporção ideal é de 1 litro de água para cada 100 g de massa seca, com 10 g de sal. O tema do sal é um pouco mais relativo. Embora também não seja necessário ser físico nuclear para entender: se o molho já é salgado por si só, porque leva anchovas, pecorino, etc., coloque menos sal.

Menos água, maior concentração de amido

Também não se obcequem. Assim que você pega a medida da quantidade de água que usa normalmente na sua panela e a quantidade de sal que cabe na colher que também usa sempre, já faz quase de olhos fechados.

Dito isto, embora esta seja a regra geral, alguns cozinheiros, eu inclusive, às vezes usamos menos água de propósito, para que o amido fique mais concentrado. É útil se você quer um molho mais denso sem recorrer a creme de leite ou farinhas, ou simplesmente se a receita tem uma textura muito leve e você precisa que ele adira mais.

Inclusive há quem ferva um pouco de massa apenas para obter uma água rica em amido com a qual emulsionar molhos como o aglio e olio. Não é o mais comum; mas, se se entende o porquê, não é nenhuma barbaridade.


2. Como cozinhar massa sem adicionar óleo à água

Não, não evita que a massa grude. Mexa você com um utensílio adequado e basta.

A única utilidade do óleo é que, ao flutuar, impede que a água com amido que às vezes sobe transborde. Além disso, é importante não confundir isto com o gesto de adicionar um pouco de óleo à massa já escorrida, quando não vai ser usada de imediato.

Nesse caso, especialmente para massas que vão ser servidas frias ou que vão descansar, um pouco de óleo pode sim ajudar a não grudar. Mas isso não tem nada a ver com fervê-la em água com óleo: o óleo flutua e não entra em contato real com a massa.


3. Como cozinhar massa sem enxaguá-la

O amido que a massa solta não serve apenas para finalizar o prato: é essencial para ligar o molho com a massa na maioria das preparações, sem necessidade de adicionar creme de leite ou outras coisas estranhas.

Além disso, ao enxaguá-la, você tira o sabor. Se você a passa por água, adeus magia. Algumas pessoas a enxaguam se for para salada de massa, ou alguns chefs em preparações especiais que depois implicam outros múltiplos passos.

Mas, em geral, não faça isso. No caso da salada de massa, o motivo principal não é eliminar o amido, mas interromper o cozimento. Embora você a escorra, o calor residual faz com que continue cozinhando; e, se você não a resfriar rapidamente, quando quiser comê-la já não estará al dente.

Em uma salada, que normalmente não se consome de imediato, essa margem de tempo importa. Dito isto, minha solução pessoal é retirá-la um pouco antes de estar totalmente al dente e, neste caso sim, untá-la com um pouco de óleo, o que não é o mesmo que fervê-la com óleo, não se confundam!


4. Água de má qualidade arruína o cozimento

Se a água da torneira da sua cidade tem um gosto horrível, use água engarrafada para cozinhar a massa. Quando voltei a morar na minha cidade natal depois de estar em Roma, não gostava do sabor da massa que cozinhava, até que me dei conta de que a culpa era da água que usava.

A da minha cidade tem um gosto terrível; a de Roma é famosa no mundo todo por ser tão boa. Ao absorver tanta água, a massa inevitavelmente adquire seu sabor.


5. Como cozinhar massa e evitar o cozimento excessivo

Al dente não é uma moda nem uma mania italiana: é textura, é sabor e, além disso, ao não romper a rede de glúten, embora seja digerida mais lentamente, não te dá o pico de açúcares que a massa cozida demais produz.

Siga o tempo da embalagem e prove um minuto antes. Dito isto, se você tem vontade de preparar o macarrão da sua avó de toda a vida, que se dane tudo. Uma coisa é a teoria, mas se não mata, quem sou eu para interferir?

Evocar uma lembrança através de um sabor ou uma textura é algo sagrado.


6. Massa e molho nunca separados

Massa de um lado, molho do outro. Não. A maioria dos pratos de massa precisa ser misturada com o molho ainda quente, inclusive refogada um pouco, para absorver o sabor. Outras, como o pesto, embora não sejam refogadas na frigideira, também precisam ser bem misturadas.


7. Queijo, apenas quando é o caso

Nem todos os pratos de massa levam queijo. E não me refiro à regra rápida de “carne e verdura sim, peixe não”, porque há muitas massas com certos peixes que levam sim.

Um exemplo famoso: pasta, patate e cozze, que leva pecorino e potencializa o sabor de forma espetacular. Confie na receita e, se não incluir queijo, não coloque. E, embora seja tentador, se levar, não exagere ou você arruinará o equilíbrio de sabores.


Bônus: Nem todas as massas são cozidas da mesma forma

Embora o mais habitual seja cozinhar a massa em abundante água salgada e depois ligá-la com o molho, existem métodos diferentes de cozimento que têm lógica e tradição por trás. Além disso, cada técnica proporciona uma textura e um sabor únicos.

1. Cozimento risottata

A massa é cozida como um risoto, adicionando pouco a pouco líquido enquanto se mexe constantemente. Este método é usado, por exemplo, na massa ao limão ou no espaguete all’assassina. O resultado é uma massa que absorve profundamente o sabor do líquido e que gera um creme natural com o amido.


2. Cozimento mezzo risottata

Primeiro a massa é fervida alguns minutos em água, mas é finalizada na frigideira com o molho e uma concha de água do cozimento. Muitas receitas clássicas permitem isso, como uma massa ao pomodoro bem feita ou uma com brócolis.

É uma técnica que também funciona em massas que poderiam ser feitas por cozimento direto, embora se queira dar um toque extra de untuosidade.


3. Cozimento direto

A massa é cozida quase até ficar al dente e é escorrida trinta segundos ou um minuto antes para finalizá-la dentro do molho na frigideira. É o método cotidiano para pratos como a carbonara, a cacio e pepe, a amatriciana e a gricia.

Nestas receitas, a emulsão final depende do amido que a massa libera ao terminar o cozimento dentro do molho, o que gera um creme sedoso sem adicionar laticínios extras.


4. Servida com o molho por cima

Em certas receitas a massa não é refogada. É escorrida e misturada com o condimento fora do fogo, ou colocada em uma travessa e coroada com o molho. Acontece com o tagliatelle ao ragù alla bolognese, o ragù napoletano della domenica ou a maioria dos pestos (genovês, de ervas, de frutos secos ou de ricota).

O importante é escorrê-la bem, mas mantê-la suculenta e misturá-la imediatamente. Por outro lado, nada de frigideira: apenas uma tigela ampla, uma colher de pau e o calor na medida certa.

Quando funciona e quando não?

Embora não seja o ideal para a maioria das receitas italianas, em alguns casos a massa é cozida e servida tal qual com um acompanhamento à parte. É típico em saladas de massa mal compreendidas ou em adaptações que separam os elementos.

Não é uma técnica tradicional como as outras; no entanto, vale a pena nomeá-la, porque muita gente continua usando. A chave está em saber quando funciona e quando não.


Cada técnica tem sua lógica e aplicação. Em suma, a chave está em entender o tipo de molho, a textura desejada e o tipo de massa usada.


Perguntas Frequentes

Quanta água e sal uso ao cozinhar massa?

Um litro de água e dez gramas de sal para cada cem gramas de massa seca.

Vale a pena colocar óleo na água do cozimento?

Não, o óleo flutua e não evita que a massa grude; basta mexer no início.

Devo enxaguar a massa depois de cozinhá-la?

Em princípio, não. Apenas se for para salada de massa e você precisar interromper o cozimento; em pratos quentes o amido é essencial.

Posso usar menos água para concentrar o amido?

Sim, alguns cozinheiros fazemos isso de propósito para obter molhos mais densos e melhor ligados.

Como evito que a massa passe do ponto de cozimento?

Prove a massa um minuto antes do tempo da embalagem e finalize-a no molho para manter a textura e o sabor.



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Nos vemos na próxima receita!

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